Deveria ter mantido isso comigo pra sempre, ao invés de ter expulsado meu íntimo como algo que estivesse me sufocando.
Estava.
E eu penso se não deveria ter guardado isso comigo para sempre.
Está.
E penso se não preferiria ter passado a vida inteira sem saber da reciprocidade.
Da impossibilidade perante as circunstâncias.
Do respeito mútuo, da fidelidade.
"Mas mesmo se eu sentisse o mesmo, não teríamos mais tempo"
It keeps sufocating me.
Então vou dizer pela última vez de uma vida, porque o que foi dito aqui, vai ficar aqui pra sempre
Amo você.
"Não digo o mesmo com dor no coração"
Amo você
Quando vou poder ouvir isso de ti?
"Não vai"
Nunca?
"Talvez na outra vida"
E tu acreditas em outras vidas?
"Não."
domingo, 13 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Richard
R.:
Laetitia, light of my life, fire of my loins. My sin, my soul. Lae-ti-tia: the tip of the tongue taking a trip of three steps down the palate to tap, at three, on the teeth. Lae. Ti. Tia.
Ta-da. Supercalifragilisticexpialidocious. J'admire sa beauté, mais je crains son esprit. Zut! Vähäinen violetissa. Ich bin dein Labyrinth... Vi Veri Veniversum Vivus Vici. Ach. Into the arms of Morpheus and the bosom of Death. Indeed, indeed, indeedy-do. She's quite good at keeping a secret: she's bloody famous for it. Mais nous sommes navrés! Ennui, tedium, boredom, noia... Nous sommes tous des vampires émotionnels; nous sommes tous des assassins, et nous vivons dans le temps des assassins. As flores da maldade têm um aroma peculiar. In vino veneno. Enivrez-vous!
Laetitia, light of my life, fire of my loins. My sin, my soul. Lae-ti-tia: the tip of the tongue taking a trip of three steps down the palate to tap, at three, on the teeth. Lae. Ti. Tia.
Ta-da. Supercalifragilisticexpialidocious. J'admire sa beauté, mais je crains son esprit. Zut! Vähäinen violetissa. Ich bin dein Labyrinth... Vi Veri Veniversum Vivus Vici. Ach. Into the arms of Morpheus and the bosom of Death. Indeed, indeed, indeedy-do. She's quite good at keeping a secret: she's bloody famous for it. Mais nous sommes navrés! Ennui, tedium, boredom, noia... Nous sommes tous des vampires émotionnels; nous sommes tous des assassins, et nous vivons dans le temps des assassins. As flores da maldade têm um aroma peculiar. In vino veneno. Enivrez-vous!
domingo, 6 de abril de 2008
O Letes
Vem ao meu coração, alma cruel e irada,
Tigre adorado, monstro de ares indolentes;
Quero afundar meus dedos trementes
Na tua espessa crina tão pesada.
Nas tuas saias perfumadas, junto
Ao teu colo, enterrar fronte saudosa,
E respirar, como ressequida rosa,
Suave bolor do meu amor defunto.
Quero dormir! dormir o tempo que me sobre!
Num sono doce como a morte eu posso
Estender os meus beijos sem remorso
Nesta carte tão polida como o cobre.
Para engolir os meus mudos arquejos
Nada me vale o abismo de teu leito;
Tens nos lábios o olvido mais perfeito
E o Letes vai fluindo nos teus beijos.
Ao meu destino que é doçura e vício,
Obedecerei como um predestinado;
Mártir sem culpa, dócil condenado,
Cujo fervor, porém, atiça o suplício.
Depois para afogar minha aflição
Cicuta eu sugarei como nepentes
Nos bicos de teus seios tão trementes
Onde jamais bateu um coração.
Charles Baudelaire.
Tigre adorado, monstro de ares indolentes;
Quero afundar meus dedos trementes
Na tua espessa crina tão pesada.
Nas tuas saias perfumadas, junto
Ao teu colo, enterrar fronte saudosa,
E respirar, como ressequida rosa,
Suave bolor do meu amor defunto.
Quero dormir! dormir o tempo que me sobre!
Num sono doce como a morte eu posso
Estender os meus beijos sem remorso
Nesta carte tão polida como o cobre.
Para engolir os meus mudos arquejos
Nada me vale o abismo de teu leito;
Tens nos lábios o olvido mais perfeito
E o Letes vai fluindo nos teus beijos.
Ao meu destino que é doçura e vício,
Obedecerei como um predestinado;
Mártir sem culpa, dócil condenado,
Cujo fervor, porém, atiça o suplício.
Depois para afogar minha aflição
Cicuta eu sugarei como nepentes
Nos bicos de teus seios tão trementes
Onde jamais bateu um coração.
Charles Baudelaire.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Intimsphäre
Lembro-me agora de quando nos conhecemos, e é incrível como, mesmo agora, sou fascinada pelas mesmas coisas que me fascinaram no primeiro encontro. O jeito de falar, que me acalmaria mesmo se eu estivesse no meio de uma tempestade, que esbanja convicção e gentileza ao mesmo tempo... A voz mais doce que já ouvi, como eu nunca havia encontrado antes.
Inteligência e sutileza, irreverência e aquele profundos olhos, que sempre decifram os meus, num só segundo, entorpecendo-me e fazendo-me sentir nua, como se todos os meus segredos tivessem sido descobertos, e enchendo-me de dúvidas, as mesmas de sempre.
O abraço que conforta e aquece, feito sob medida. Braços que envolvem como se isso pudesse me proteger do mundo... E talvez possam.
Afastam-me das angústias rotineiras com um suspiro, desfazendo o peso do meu próprio mundo em minhas costas.
A voz sonolenta que me faz esquecer as horas que passam. Horas intermináveis em que brincava com meu cabelo ou acariciava meu rosto e envolvia-me nas músicas que hoje trazem as lembranças. Ouço a sua risada descontraída, de quando achava graça em minhas ironias sem fim.
Os cabelos perfumados, embaraçados nos meus, o contraste entre o claro e o escuro; quatro olhos azuis que se entendiam tão bem, mesmo nos momentos mais críticos...
Meu oposto e minha semelhança reproduzidos em uma só pessoa, sempre sorrindo e dizendo-me o que eu queria ouvir só com uma troca de olhares, fazendo-me pensar que eu poderia ser importante para alguém, mesmo não acreditando.
Inteligência e sutileza, irreverência e aquele profundos olhos, que sempre decifram os meus, num só segundo, entorpecendo-me e fazendo-me sentir nua, como se todos os meus segredos tivessem sido descobertos, e enchendo-me de dúvidas, as mesmas de sempre.
O abraço que conforta e aquece, feito sob medida. Braços que envolvem como se isso pudesse me proteger do mundo... E talvez possam.
Afastam-me das angústias rotineiras com um suspiro, desfazendo o peso do meu próprio mundo em minhas costas.
A voz sonolenta que me faz esquecer as horas que passam. Horas intermináveis em que brincava com meu cabelo ou acariciava meu rosto e envolvia-me nas músicas que hoje trazem as lembranças. Ouço a sua risada descontraída, de quando achava graça em minhas ironias sem fim.
Os cabelos perfumados, embaraçados nos meus, o contraste entre o claro e o escuro; quatro olhos azuis que se entendiam tão bem, mesmo nos momentos mais críticos...
Meu oposto e minha semelhança reproduzidos em uma só pessoa, sempre sorrindo e dizendo-me o que eu queria ouvir só com uma troca de olhares, fazendo-me pensar que eu poderia ser importante para alguém, mesmo não acreditando.
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